sábado, 11 de agosto de 2007

Velvet Revolver - Libertad

Boas a todos. Aqui está, como prometida, a segunda parte do post sobre os Velvet Revolver.

Após um Contraband explosivo, a banda voltou a fechar-se em estúdio, para preparar o lançamento do seu segundo álbum, Libertad. Libertad esteve para ser lançado no Verão, mas foi depois adiado, com data prevista para a primavera de 2007.

Com o regresso dos Guns N’ Roses ao palco, ou da banda de Axl Rose, como lhe queiram chamar, foi uma espécie de concorrência aos Velvet Revolver. Quem continuava a insistir em que os Velvet eram a reencarnação dos Guns N’ Roses, preveu o pior para a banda, chegando-se a falar do regresso de Slash aos Guns. No entanto, em Maio, com o regresso aos palcos, a banda provou que tinha vindo para ficar, e anunciou uma data de lançamento para 3 de Julho.

E nessa mesma data, o álbum saiu. O som estava mais polido do que em Contraband, devido em parte à produção de Brendan O’Brien (bastante mais do que a do álbum anterior). No entanto, não é por estar mais produzido que o álbum nos impede de ouvirmos o Rock N’ Roll a que os Velvet Revolver nos habituaram.

O álbum começa com “Let it Roll”, uma das músicas que já tinha sido tocada ao vivo. Tem um riff poderoso, uma letra que não é nada de especial, mas que se “encaixa” bem com a música, e um bom solo de Slash no final. Nota menos boa para a voz de Scott Weilland, que parece estar mal misturada. Enfim, são pouco mais de 2 minutos, que apesar de não se equipararem à “Sucker Train Blues” nem à sua sirene inicial, abrem bem o álbum.
Nota: 8.5

De seguida, vem “She Mine”, e dá para perceber, que nas primeiras músicas do álbum, a banda aposta em temas já conhecidos pelos fãs. A música tem um riff simples, e um refrão que fica na cabeça, a voz de Scott também parece já estar melhor trabalhada. É bem possível que venha a ser um single no futuro.
Nota: 9/10

“Get Out the Door” é outra grande música. Se o riff da outra música era bom, este é completamente viciante. A voz de Scott está bastante boa nesta música, e também se tem de destacar a bateria de Matt Sorum (já expressei a minha opinião acerca do Matt no outro post). Para terminar, um solo bastante bom do Slash, e diferente daquele som que associamos ao Slash. O guitarrista faz um solo mais inspirado em David Gilmour (ou pelo menos parece).
Nota: 9/10

De seguida, vem “She Builds Quick Machines”, o primeiro, e (até agora) único single lançado pela banda. Gosto bastante da músico, que considero ser uma das melhores do álbum, senão mesmo a melhor. Mais um riff bastante bem conseguido, e um solo final, que na minha opinião, é a par do solo da “Slither” um dos melhores que o Slash já fez nos Velvet Revolver. Ah, e claro, não podíamos deixar de destacar o videoclipe da música, que é o meu preferido dos Velvet Revolver.
Nota: 10/10

De seguida, vem a primeira balada do álbum. “The Last fight” era a música pela qual eu mais ansiava, e apesar de não me considerar “desiludido”, acho que esta música podia estar melhor. Não em termos da música em si, mas a versão de estúdio. Acho que a produção está um pouco exagerada, e a que a guitarra do Slash tem demasiada distorção. Ainda assim, a música vale por si só, e é um dos pontos altos do álbum, tendo um riff mágico de Slash, e dois grandes solos (especialmente o segundo). A letra, é mais uma obra-prima do génio que é Scott Weilland. Um dos pontos altos do álbum, sem dúvida, só não leva nota máxima devido ao aspecto da produção anteriormente referido.
Nota: 9.5/10

Após 5 músicas mais conhecidas, que abrem magistralmente o álbum, entramos agora numa fase menos boa do álbum.

Uma das coisas que eu tenho mencionado nos reviews, é a música da “Ressaca”. É a música que se segue a outra que seja especialmente boa, tendo então um papel importante, de não haver um grande contraste em termos de qualidade. Apesar de “Pills, Demons & Etc” ser das músicas que menos gosto do álbum, e de ser a mais comercial do mesmo, tem um trabalho de guitarra interessante, fazendo lembrar “Mr. Brownstone” do álbum Appetite For Destruction dos Guns N’ Roses. Não é uma má música, mas está longe de ser das melhores.
Nota: 8/10

“American Man”, é outra música que não me suscita muito interesse, mesmo sendo uma música agradável de ouvir, e ao mesmo nível da anterior. Começa com o baixo de Duff em bom plano, e tem um refrão que fica na cabeça. De destacar também o trabalho de guitarra de Slash, que está bastante interessante ao longo de toda a musica, mas interessante, culminando com mais um bom solo no final.
Nota: 8/10

Da primeira vez que ouvi o álbum, “Mary, Mary” era a música que menos gostava. No entanto, por cada vez que ouvi esta música, comecei a metê-la na cabeça, e a gostar cada vez mais. Acaba por ser uma música bem conseguida, penso eu que, em referência à mulher de Scott Weilland.
Nota: 8.5/10

"Just Sixteen” é a revelação do Libertad. Grande música, mesmo, uma das melhores do álbum, merecendo mesmo a nota máxima. A música retrata perfeitamente um caso entre um aluno menor, e uma professora sua. Slash está novamente em bom plano, com dois solos bastante bons, fazendo lembrar os de músicas como “Nightrain”.
Nota: 10/10

“Can’t Get it Out of my Head” é uma música que não me prende tanto, estando ao nível de “Pills, demons & etc” e “American Man”. No entanto, é uma cover bastante bem feita da Electric Light Orchestra, e claro, o Slash torna qualquer balada boa de se ouvir.
Nota: 8/10

"For a brother” foi outra surpresa do Libertad. Uma música característica dos Velvet Revolver, dedicada a Michael Weilland, irmão de Scott, que morreu durante a gravação do álbum. Muito boa música, sim senhor.
Nota: 8.5/10

De seguida vem “Spay”, música curta, que serve para fazer passagem para a balada final do álbum. É a última música mais pesada do álbum, apesar de ser uma boa música, não é nada por aí além, mas cumpre, e tem obviamente lugar neste álbum.
Nota: 8/10

“Gravedancer” acaba bem o álbum. É uma (bastante) boa balada, com um bom riff de Slash, e mais uma grande letra de Scott Weilland. Não gosto tanto desta como da “Last fight”, mas ainda assim, gosto bastante. Claro que tinha de ter lá mais uns solos fantásticos do Slash a fechar a música.
Nota: 9/10

Aha! Pensavam que era a última música? Nem pensar, devo confessar que também fiquei surpreendido, não por haver mais uma música, porque já me tinham dito que havia, mas sim devido ao estilo dessa música. Devo confessar que não esperava nada disto da banda, mas para quem gosta de country, vai adorar “Don’t Drop that dime”. Eu gosto de country, e a música é das minhas preferidas. É uma maneira perfeita de acabar este grande álbum.
Nota: 10/10

No geral, Libertad é um grande álbum, mais uma grande obra prima desta banda. Apesar da produção estar bastante melhor do que em Contraband, o mesmo não se pode dizer do seguimento que existe entre as músicas, que deixa um pouco a desejar. No entanto, acho que existe uma evolução do álbum anterior para este. E este está melhor (decidi isto quando estava a ouvir a “Don’t Drop that dime”).
Nota final: 9/10

Aqui têm o link para o download do álbum, disfrutem:

http://myfiles.co.il/file/12335/Velvet-Revolver---Libertad-BY-G28-rar.html

Cumprimentos, e boas férias a todos ;) .

Um comentário:

tachorpo disse...

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