quinta-feira, 3 de abril de 2008
Alteração
a partir de agora, os meus post vão ser alargados a outras áreas além da música.
falo do que quiser, quando me apetecer.
cumprimentos.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Metallica - Super Bock Super Rock
Boas a todos. Faço hoje o meu regresso à actividade, numa altura menos animadora do ano, marcada pelo regresso à actividade escolar.
Para variar um pouco das reviews a álbuns marcantes, falo de um dia em particular. Falo de um dia especial. Falo do dia 28 de Junho.
O que aconteceu de especial neste dia? É simples, foi o dia do concerto dos Metallica, no Super Bock Super Rock.
Era quinta-feira. E na segunda feira anterior tinha visto os Rolling Stones noutro concerto fenomenal, que me fazia perguntar a mim próprio, se havia possibilidade do concerto dos Metallica ira conseguir estar ao mesmo nível que o dos Stones. Não é que esteve mesmo? De qualquer das maneiras, amos começar do inicio, vamos falar de todo o dia passado neste festival.
Ia ao festival com um grupo de amigos meus, e fomos deixados no Parque das nações, ainda a uma distância considerável do festival, pelo que fizemos a pé ainda um bom bocado. E não éramos os únicos! O mesmo percurso que nós faziam vários grupos de fã(natico)s, vestidos de preto (o que com o calor que estava, era significativo). Ao chegarmos ao festival, não perdemos tempo com rodeios, e fomos para um bom lugar perto do palco. Quer dizer, os meus outros amigos quiseram ficar mais atrás, mas eu teimoso como sou, tinha de ficar mais à frente.
Tinha eu acabado de arranjar lugar, estava já um grupo de rapazes portugueses de nome “Men-Eater” a tocar. Quem estivesse fora do recinto, conseguiria ouvir os grunhos do vocalista. Não achei mau, mas sinceramente, não era o estilo de música que me atraísse muito, no momento em que assisti ao concerto deles, que não muito tempo durou, boa sorte para eles.
De seguida, vieram os More than a Thousand, também portugueses. Nunca tinha ouvido falar neles, mas acho que foram razoáveis em palco. Souberam interagir bem com o público, e das três bandas menos sonantes do dia, não hesito em dizer que foram os melhores. Especialmente com a prestação que se seguiu.
Os Blood Brothers, foram simplesmente a pior banda do dia. Simplesmente péssimos, e acima de tudo, mal enquadrados no dia de metal. Os principais eram dois homens (um deles com um aspecto bastante duvidos) que se limitavam a berrar um conjunto de palavras numa língua que ninguém percebia o que era. Bem, a prestação foi tão boa que chegaram a levar com pedras, e não faltaram manguitos do pessoal que estava a assistir.
Depois da triste actuação dos Blood Brothers, vieram os Mastodon, a primeira banda “a sério” do dia. Para quem dizia que eles são os novos Metallica, não podiam discordar mais. Não foi um mau concerto, mas sinceramente, não me aqueceu nem arrefeceu. Enfim, valeu por ter sido a primeira banda “a sério”.
Stone Sour foram a surpresa do dia. Para mim, que não os conhecia. Só tinha ouvido falar neles. Souberam interagir bem com o público, e gostei muito do estilo e da música deles. Escusado será dizer, que foram de longe, o segundo melhor concerto da noite, a seguir aos Metallica, claro.
A noite caiu, e chegou a vez de Joe Satriani. Ao contrário de toda a gente, eu não achei grande piada a este concerto. Para falar verdade, achei uma autêntica SECA. E olhem que foram duas horas. Duas horas a ouvir a aquele suposto “génio”, ou “melhor guitarrista do mundo” como diziam alguns dos que estavam ao pé de mim. Basicamente, o concerto foi o homem a fazer show-off, subindo e descendo escalas o concerto todo, usando o wah de vez em quando. Não me interpretem mal, existem carradas de guitarristas que eu gostava de ver ao vivo (Buckethead, Pat Metheny, Bumblefoot, e mesmo o Steve Vai) agora não achei grande graça ao concerto de Satriani.
Depois de duas horas de seca (pelo menos para mim) ainda esperámos um bom bocado pelos Metallica. E acreditem, valeu bem a pena esperar. Que grande concerto foi. A brutal voz do James Hetfield, o Lars Ulrich a tocar bateria de pé, o público a cantar Creeping Death, a música de abertura do concerto, do álbum Ride The Lightning (1984). A setlist do concerto foi simplesmente perfeita. Não se pode dizer que tenha havido “uma música que não tocaram” porque os clássicos estavam todos lá. Tirando “The memory remains” (do álbum Reload), a banda não passou dos temas de Black Álbum (cronologicamente). E fez muito bem. Desde Kill’ Em All (o primeiro álbum da banda) até ao “Álbum Negro”, passando por “Creeping Death e “Fade to Black” (Ride The Lightning), havendo espaço para fogo de artifício em “One” e em “Enter Sandman”, e para “And Justice for all”, que não era tocada ao vivo há uns bons ano.
Foi um grande concerto, com um ambiente espectacular. Música preferida: Sem qualquer dúvida, a Orion “partiu a loiça toda”. Talvez mesmo por ser a minha música preferida dos Metallica. “Enter Sandman”, “Master of Puppets” foram outras das grandes músicas tocadas por esta grande banda. Em 2008…Que venha o álbum!
Concluo assim este post (um pouco mais curto do que o habitual), dizendo que foi uma experiência bastante positiva. Apesar de apenas duas das 7 bandas me terem realmente interessado, só mesmo pelo concerto dos Metallica, valeram os 40 euros do billhete. Definitivamente, foi um dos melhores dias deste Verão.
sábado, 11 de agosto de 2007
Velvet Revolver - Libertad
Após um Contraband explosivo, a banda voltou a fechar-se em estúdio, para preparar o lançamento do seu segundo álbum, Libertad. Libertad esteve para ser lançado no Verão, mas foi depois adiado, com data prevista para a primavera de 2007.
Com o regresso dos Guns N’ Roses ao palco, ou da banda de Axl Rose, como lhe queiram chamar, foi uma espécie de concorrência aos Velvet Revolver. Quem continuava a insistir em que os Velvet eram a reencarnação dos Guns N’ Roses, preveu o pior para a banda, chegando-se a falar do regresso de Slash aos Guns. No entanto, em Maio, com o regresso aos palcos, a banda provou que tinha vindo para ficar, e anunciou uma data de lançamento para 3 de Julho.
E nessa mesma data, o álbum saiu. O som estava mais polido do que em Contraband, devido em parte à produção de Brendan O’Brien (bastante mais do que a do álbum anterior). No entanto, não é por estar mais produzido que o álbum nos impede de ouvirmos o Rock N’ Roll a que os Velvet Revolver nos habituaram.
Nota: 8.5
Nota: 9/10
“Get Out the Door” é outra grande música. Se o riff da outra música era bom, este é completamente viciante. A voz de Scott está bastante boa nesta música, e também se tem de destacar a bateria de Matt Sorum (já expressei a minha opinião acerca do Matt no outro post). Para terminar, um solo bastante bom do Slash, e diferente daquele som que associamos ao Slash. O guitarrista faz um solo mais inspirado em David Gilmour (ou pelo menos parece).
Nota: 9/10
Nota: 10/10
Nota: 9.5/10
Após 5 músicas mais conhecidas, que abrem magistralmente o álbum, entramos agora numa fase menos boa do álbum.
Nota: 8/10
Nota: 8/10
Nota: 8.5/10
Nota: 10/10
Nota: 8/10
Nota: 8.5/10
Nota: 8/10
Nota: 9/10
Nota: 10/10
Nota final: 9/10
Cumprimentos, e boas férias a todos ;) .
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Velvet Revolver - Contraband
Hoje, falo-vos daquela que considero ser uma das melhores bandas de hard/rock actual, falo nada mais, nada menos do que os Velvet Revolver. E quem são os Velvet Revolver, como surgiram eles?
Os Velvet Revolver, surgiram com o interesse de Matt Sorum, Duff McKagan, e o tão conhecido Slash, ex-integrantes do grupo Guns N' Roses, que deixaram a banda após problemas com o tão polémico vocalista da banda Axl Rose, em continuarem a tocar juntos, por acharem que a química musical entre eles ainda existia. Após Izzy Straddlin, ex-guitarra ritmo dos Guns N' Roses ter rejeitado entrar para o grupo, a banda arranjou de imediato um substituo, Dave Kushner, Ex-Wasted Youth.
No entanto, faltava um vocalista (nunca ninguém se vai esquecer daquela mísera actuação da Paradise City...), e a VH1 organizou um concurso para se arranjar um vocalista para a banda. A solução acabou por ser Scott Weilland, ex-vocalista dos Stone Temple Pilots, que deixara a banda pouco tempo depois.
Em 2004 surgiu Contraband, o primeiro álbum da banda, e é desse mesmo álbum que hoje falo.

Apesar de muitos considerarem os Velvet Revolver como os "Guns N' Roses sem Axl Rose", (generalização que, curiosamente ocorre com várias bandas actuais, por exemplo os Audioslave), os Velvet Revolver têm um som mais pesado, que resulta da mistura de influências Hard Rock e mesmo de Blues/Rock, vindas dos ex Guns N' Roses (Slash, Matt Sorum e Duff McKagan), Punk Rock (Dave Kushner) e Grunge (Scott Weilland).
“Sucker Train Blues”, é a música que abre este grande álbum. E que melhor música de abertura poderia o álbum ter? A música é espectacular, desde a sua sirene, a um solo espectacular de Slash, apesar de um certo aspecto do qual falerei mais tarde. Uma das melhores do álbum, sem dúvida.
Nota: 9.5/10
E se “Sucker Train Blues” era bastante boa, a faixa que se segue “Do it for the kids”, não lhe fica nada atrás. Igualmente pesada, não tem tantas influências de Guns N’ Roses e de Blues/Rock como a anterior. O som da guitarra de Slash no último refrão está lindo, e escusado será dizer que não falta outro belo solo nesta música.
Nota: 9.5/10
Segue-se “Big Machine”, onde no início podemos ouvir o baixo de Duff a acompanhar Scott Weilland, havendo a entrada das guitarras apenas no refrão, e que refrão este! Fica mesmo na cabeça, especialmente a guitarra do Slash. A música fala da relação do vocalista da banda, Scott Weilland, com os media.
Nota: 8.7/10
De seguida vem “Illegal I Song”, uma música mais agressiva, e quase tão brutal como as outras. Destaque para a bateria de Matt Sorum, que apesar de ter sido mal amado nos Guns N’ Roses, e de nunca ter conseguido adaptar bem o seu estilo à banda, está em grande nos Velvet Revolver (a sua qualidade como baterista nunca foi questionada).
Nota: 8/10
“Spectacle” já é uma música mais abaixo das outras, mas ainda assim, bastante boa, tendo mais influências punk. A voz de Scott não parece adaptar-se tanto a esta música como às outras (parece mesmo ser o Duff a cantar numa certa altura). Ainda assim, tem lugar merecido neste álbum.
Nota: 7.5/10
De seguida vem “Fall to Pieces” o segundo single do álbum. Provavelmente muitos irão discordar comigo, mas eu considero esta música a pior de todo o álbum. Não que seja muito má, tem uma letra razoável que fala da maneira como coisas como as drogas e o álcool dão cabo de uma pessoa, e um solo engraçadito do Slash lá para o final (ainda assim muito abaixo do que ele pode fazer) mas é bastante comercial. Demasiado comercial para meu gosto, visto que se afasta e muito do estilo dos Velvet, além das versões ao vivo serem bastante melhores do que esta versão de estúdio, o riff inicial parece ter sido tirado da demo da “Yesterdays” do Use Your Illusion II, dos Guns N’ Roses.
Nota: 6/10
Com “Headspace” voltamos às músicas pesadas, e digo sem problemas que esta música é superior às duas anteriores. No entanto, não é agora que se vai dar o “boom” do álbum. É uma boa música, que faz bem a transição para aquela que eu considero ser a melhor parte do álbum.
Nota: 8/10
Com “Superhuman”, há uma explosão enorme. O fantástico riff inicial de Slash, e uns back vocals bem conseguidos são alguns dos pormenores que fazem desta uma das melhores músicas do álbum. Grande música mesmo.
Nota: 9/10
Se o riff de “Superhuman” era espectacular, o que se poderá dizer deste…”Set me free” foi a primeira coisa que se ouviu da banda, visto que integrou a banda sonora do filme Hulk. A música segue o mesmo estilo que a anterior, mais num ritmo mais rápido. Destaque para a voz de Scott nos versos, que está bastante diferente do que no resto do álbum, e varia bastante durante a música. Outra grande música, com um refrão que fica na cabeça.
Nota: 9.5/10
O contraste de “Set Me free” com a música que se segue, “You got no right”, é tão bem feito, que eu quando ouvi esta música pela primeira vez pensei que era uma parte mais calma de “Set Me Free”. “You got no right” é a melhor balada do álbum, e deixa “Fall to pieces” a milhas de distância. Slash está novamente em bom plano, com mais um bom solo, e a letra é a consagração de Scott Weilland como grande songwriter que é, e faz grande parte das letras de Axl Rose parecerem letras do Toy. É uma música espectacular, das melhores do álbum, senão mesmo a melhor.
Nota: 10/10
É a vez de outra obra-prima, desta vez “Slither”, que foi o primeiro single do álbum. Mais uma vez, o seguimento entre as musicas é bastante bom. Quem ouvir uma logo a seguir à outra percebe isso. “Slither” é, a par de “You got no right”, uma das melhores músicas do álbum. E que melhor 1º single podia ter escolhido a banda. Um riff simplesmente viciante, uma letra que eu ainda hoje não percebo do que fala, mas que vai bastante bem com a música e fica na cabeça (de alguma coisa com certeza falará). Destaque também para o som do Dave Kushner, que no início da música é espectacular. Depois há sempre o solo do Slash, que é dos melhores que ele fez no Velvet Revolver, usando o wah de uma maneira diferente da que usava nos Guns N' Roses. Penso que não há mais nada a dizer, é uma música magnífica, quer seja em estúdio quer ao vivo, das melhores dos Velvet Revolver. Também não é de espantar que tenha dado à banda um grammy de “Best Hard Rock Performance” em 2005. É a música mais pesada da banda.
Nota: 10/10
Após se atingir o pico do álbum, restam-nos duas músicas, para fechar em grande este álbum.
“Dirty little thing” é uma escolha errada para a “ressaca” de Slither. A música tinha bastante potencial, tem uma boa letra, a criticar a prostituição (“Get away from the life your living”), poderia ser mesmo uma das melhores do álbum, caso não tivesse uma enorme semelhança com… “Sucker Train Blues”, a primeira música do álbum. Isso mesmo “Dirty Little Thing” quase que é um reprise de “Sucker Train Blues” (eu diria mesmo que o riff é uma mistura dos riffs da “Sucker Train Blues” e da “Slither). Não há muito a dizer. Seria uma boa música, não fosse tão parecida com a primeira do álbum.
Nota: 7/10
E o álbum acaba com uma balada. “Loving the Alien” é uma boa música, mas os Velvet Revolver têm melhor. Não é uma “You Got no Right”, mas também não é uma “Fall to Pieces”. É uma música que cumpre, com um solo razoável de Slash, e uma letra igualmente razoável, e que fecha bem este grande álbum.
Nota: 8/10
E chegamos ao fim, deste grande álbum, provavelmente o melhor a ter sido lançado em 2004. No entanto, a produção deixa muito a desejar. Apesar da voz de Scott Weilland estar bem trabalhada durante todo álbum, é dado pouco destaque às guitarras, que estão mal misturadas. Este factor, e a parecença incrível de “Dirty Little Thing” com “Sucker Train Blues” que dá uma sensação de Déja-vu a quem ouve o álbum são os principais defeitos deste álbum, que não deixa de ser bastante bom.
Nota final: 8.5/10
Aqui têm o link para download do álbum: http://rapidshare.com/files/38596831/vrcitg.rar
Lamento informar-vos, para quem se importe ( que eu acredito não ser muita gente, ou mesmo ninguém) vou de férias, e só volto em Setembro, com a segunda parte deste post sobre Velvet Revolver, (no entanto é possível que me dê na cabeça postar antes de ir de férias, o que não deixa de ser muito pouco provável).
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik
Para começar, nada melhor do que fazer uma review a um álbum, e que álbum poderia ser esse, não fosse a banda…
Isso mesmo, Red Hot Chili Peppers, uma das minhas bandas preferidas. Primeiro que tudo, uma pequena introdução da banda….
Os Red Hot Chili Peppers surgiram em 1983, fruto da união de 4 amigos da faculdade, Jack Irons (baterista), Michael Balzary , mais conhecido por “Flea” (baixista), Hillel Slovak (guitarrista), e por fim, Anthony Kiedis (vocalista). Quando se lançaram no mundo da música, eram muito diferentes do que são agora. Com um funk rock bastante influenciado por músicos como Jimi Hendrix, os RHCP eram literalmente “loucos”. Desde tocarem praticamente nus nos concertos, a falarem de tudo e mais alguma coisa nas suas músicas. E é à volta disso que os 3 primeiros álbuns da banda falam: sexo, drogas, e etc. Com “The Uplift Mofo Party Plan” a ser o primeiro álbum da banda a destacar-se.
No entanto, Hillel Slovak faleceu, em 1988, devido a uma overdose, o que levou ao Jack Irons a abandonar a banda. Kiedis e Flea estavam também com problemas de drogas, mas mantiveram-se na banda, contratando para baterista Chad Smith, e para guitarrista, um jovem de 18 anos que era um fã da banda, chamado John Frusciante. Estava assim formada a banda que por aí anda hoje. O primeiro trabalho trabalho desta nova banda foi “Mother’s Milk” em 1989, que é ligeiramente mais rock do que o último trabalho da formação original. No entanto, era o próximo álbum que definiria o sucesso da banda…
Em 1991, surge Blood Sugar Sex Magik. Na minha opinião, o melhor álbum da banda. Neste álbum, a banda não deixa a atitude “louca” que sempre a caracterizou, mas ainda assim, mostra-se mais madura do que antes, tanto a nível da sonoridade, como das letras, que deixam de se limitar apenas ao sexo e ás drogas, e passam a ser mais sentimentais (não todas). Toda uma mistura de estilos, e uma boa sequência entre as 17 músicas que constituem o álbum, fazem deste um dos melhores álbuns de sempre (e não, não estou a exagerar).
O álbum começa com um ritmo frenético, com “Power of Equality”. E que melhor música para abrir o álbum. Com uma sonoridade característica dos Red Hot Chili Peppers, a música tem também uma letra bastante boa, criticando o racismo, e incentivando a luta contra tal. Destaque ainda para Flea, que está em grande durante toda música.Um dos pontos altos do álbum, sem dúvida.
Nota: 9.5/10
De seguida vem “If You Have to Ask”, uma música bastante mais calma que a primeira, mas que não deixa o estilo funk do álbum. A guitarra de Frusciante está impecável durante toda a música, culminando com um dos melhores solos que o guitarrista vez na banda, dando um bom uso ao wah. Os aplausos das pessoas que se encontravam no estúdio podem ser ouvidos após o final do solo de Frusciante. Grande música, quase ao nível da primeira.
Nota: 9/10
Para completar o trio introdutório, temos a primeira balada do álbum, que foi o 3º single do álbum. “Breaking the Girl” fala da relação de Anthony Kiedis com Carmen Hawk, e apesar de não estar ao nível de nhuma das duas anteriores, não deixa de ser uma música bastante agradável de se ouvir. No videoclip da música, não se encontra John Frusciante, mas sim Arik Marshal, que tinha substituído Frusciante, devido ao facto deste ter abandonado a banda durante a torunée do álbum, em 1992.
Nota: 8/10
De seguida, temos “Funky Monks”, em que o riff inicial na guitarra acústica é espectacular. Com um ritmo agradável, e com um nome e letra que caracterizam na perfeição os Chili Peppers, naquela altura. Acaba com um bom solo de baixo por parte de Flea.
Nota: 8.5/10
“Suck My Kiss” é outro ponto alto do álbum. Outra música funk, tal como asa outras, mas com um ar um pouco mais pesado, devido ao baixo de Flea nesta música. É das músicas mais conhecidas dos Red Hot, e foi o 4º single da banda. O carácter agressivo não está só na música em si, mas também na letra, (a música era para se chamar “Suck My Dick”)
Nota: 9.5/10
Ao acabar “Suck My Kiss”, “I could have Lied” contrasta com a música, especialmente por ser das melhores baladas de sempre da banda. Com uma letra espectacular, e com um solo fenomenal de John Frusciante, é sem dúvida das melhores músicas do álbum.
Nota: 9.5/10
“Mellowship Slinky in “B” Major” surge na ressaca de “I could have lied”. É batsante diferente da anterior, mas bastante boa, também.
Nota: 8.5/10
A música que se segue, “Righteous and the wicked”, contrasta com a anterior, não por ser mais calma, mas por ter um ritmo muito menos acelerado. Quem ouvir o início da música a seguir a ter ouvido a Mellowship, percebe o que eu quero dizer.
Nota: 8/10
Em nono, vem provavelmente a música mais conhecida de sempre da banda. “Give it Away” é uma grande, grande música, mesmo com direito a nota máxima. O nome “give it away” surgiu quando Kiedis estava tão entusiasmado em ouvir Flea no baixo, que começava a dizer sem parar “give it away, give it away, give it away now”. A letra, apesar de ser difícil de perceber ao início, fala de diversos temas, desde drogas, ou sexo, passando até por críticas ao materialismo e consumismo, e referências ao actor River Phoenix e a Bob Marley (“keep your more to receive your less”). O riff da música, segundo John Frusciante, foi inspirado em “Sweet Leaf” dos Black Sabbath. A música foi o primeiro single do álbum, e chegou mesmo a receber um grammy em 1992.
Nota: 10/10
“Blood Sugar Sex Magik” é a faixa que dá nome ao álbum, e uma das melhores. Com um riff poderoso, é menos funk do que as outras, e é mais pesada, mais rock. A letra retrata o sexo com várias metáforas. Apesar de nunca ter sido single, a música chegou a ser tocada bastantes vezes ao vivo, e a passar em algumas estações de rádio.
Nota: 9/10
“Under the Bridge” é a obra-prima dos Red Hot Chili Peppers. A minha música preferida deles, e uma das minhas preferidas de sempre. É sem qual quer dúvida, a maior balada de sempre deles na minha opinião. O riff inicial é lindo, e a letra é também a melhor que Kiedis fez até agora (se tiverem chateados com alguma coisa, oiçam a música, e tenham em atenção a letra). Destaque também para a guitarra de Frusciante, que mesmo sem nenhum solo, está espectacular ao longo de toda a música. Foi o segundo single do álbum.
Nota: 10/10
“Naked in the rain”. Quando vi o nome desta música, parti-me a rir. É uma (muito) boa música, mais ao estilo do álbum anterior. Lá para o meio tem mais um fantástico solo de baixo de Flea.
Nota: 8.5/10
De seguida, temos “Apache Rose Peacock”, em que a banda fala de como adora New Orleans de uma maneira no mínimo, estranha (é o poder das drogas…). O instrumental é excelente, desde a guitarra de Frusciante a trompete. Gosto bastante desta música, não a conhecia antes de ouvir o álbum (já tinha ouvido algumas músicas soltas), e tornou-se logo numa das minhas preferidas.
Nota: 9/10
“The Greeting Song” é a música mais curta do álbum, mas ainda assim, não fica atrás das outras. Tal como “Blood Sugar Sex Magik”, é das que mais se afasta do estilo funk, e é mais rock, tendo um estilo mais rápido. Acaba também por ser também uma transição para a próxima música.
Nota: 8.5/10
Em Mother’s Milk, tínhamos “Knock me down”, em dedicatória ao falecido ex-guitarrista Hillel Slovak. “My lovely man” é música dedicada a Slovak em Blood Sugar Sex Magik. Gosto bastante da música, a letra é bastante boa, e o solo de John Frusciante, apesar de um pouco esquisito, é bem fixe.
Nota: 8.5/10
“Sir Psycho Sexy” é a música mais longa tanto do álbum, como dos Red Hot Chili Peppers, com mais de 8 minutos. A letra é do mais que perverso que há, mesmo dentro do universo dos Red Hot Chili Peppers. Sir Psycho Sexy é suposto ser nada mais nada menos que o vocalista da banda: Anthony Kiedis, pelo que durante toda a música ele faz um auto-retrato, bastante exagerado como é óbvio. Só para terem uma pequena ideia do conteúdo da música, podem ler:
Deep inside the Garden of EdenStanding there with my hard on bleedin'There's a devil in my dick and some demons in my semenGood God no that would be treasonBelieve me Eve she gave me good reasonBooty lookin' too good not to be squeezin'Creamy beaver hotter than a feverI'm a givin' 'cause she's the receiverI won't and I don't hang up until I please herMakin' her feel like an over achieverI take it away for a minute just to tease herThen I give it back a little bit deeper A música em si é calma, com uma batida funk, e com um wah poderoso de Frusciante a predominar durante toda a música.Nota: 8.5/10 “They’re Red Hot” é original de Robert Johnson (confesso que ainda não a ouvi). Mas que no contexto deste álbum, é a ramboiada total, para finalizar o álbum. Não tem muito que se lhe diga, visto que mal se percebe o que Kiedis diz, e que tem pouco mais de um minuto de duração. Nota: 7.5/10
Para concluir, só falta dizer (mais uma vez) que é um grande álbum. Tanto a falta de profissionalismo na produção (diz-se que a banda se fechou durante meses numa mansão que serviu de estúdio para a gravação do álbum) como a maneira como todas as músicas se inter-relacionam entre si, e dão seguimento umas às outras, fazem de Blood Sugar Sex Magic uma obra-prima.
Nota final: 9/10
Em baixo têm o link para download do álbum, tirado do Albumbase.com
http://rapidshare.com/files/16577387/RHCPeppersBloodSSMagik.rar
No entanto, pode-se dizer que a partir daqui, foi sempre a descer:
Após o lançamento, John Frusciante abandonou a banda por problemas com as drogas (que os outros membros da banda também tinham) e regressou em 1999, onde se juntou à banda para o lançamento de Californication. E se Californication foi um bom álbum, apesar de ter um estilo completamente diferente do que os Red Hot Chili Peppers, os dois álbuns que se seguiram, têm o mesmo estilo, tornam-se repetitivos. Os Red Hot Chili Peppers loucos acabaram. Se em Californication tínhamos um som mais limpo e mais maduro, devido aos membros da banda estarem mais “atinados”, e de terem deixado definitivamente as drogas, os álbuns By The Way (2002) e Stadium Arcadium (2006), são a imagem da banda a vender-se completamente à cultra MTV, e ao comercialismo. É tudo a mesma coisa, muito repetitivo, e o que me entristece, é que é isso que hoje em dia vende.
Cumprimentos a todos.
Diz que é uma espécie de post inicial
Aqui vou escrever o que me der na cabeça sobre música, quando quiser e bem me apetecer.
Não vos garanto que tenham o mínimo de interesse sobre o que aqui vai ser escrito, e muito menos que concordem com isso.
Cumprimentos

