Os bons dias que já passaram
Boas a todos. Faço hoje o meu regresso à actividade, numa altura menos animadora do ano, marcada pelo regresso à actividade escolar.
Para variar um pouco das reviews a álbuns marcantes, falo de um dia em particular. Falo de um dia especial. Falo do dia 28 de Junho.
O que aconteceu de especial neste dia? É simples, foi o dia do concerto dos Metallica, no Super Bock Super Rock.
Era quinta-feira. E na segunda feira anterior tinha visto os Rolling Stones noutro concerto fenomenal, que me fazia perguntar a mim próprio, se havia possibilidade do concerto dos Metallica ira conseguir estar ao mesmo nível que o dos Stones. Não é que esteve mesmo? De qualquer das maneiras, amos começar do inicio, vamos falar de todo o dia passado neste festival.
Ia ao festival com um grupo de amigos meus, e fomos deixados no Parque das nações, ainda a uma distância considerável do festival, pelo que fizemos a pé ainda um bom bocado. E não éramos os únicos! O mesmo percurso que nós faziam vários grupos de fã(natico)s, vestidos de preto (o que com o calor que estava, era significativo). Ao chegarmos ao festival, não perdemos tempo com rodeios, e fomos para um bom lugar perto do palco. Quer dizer, os meus outros amigos quiseram ficar mais atrás, mas eu teimoso como sou, tinha de ficar mais à frente.
Tinha eu acabado de arranjar lugar, estava já um grupo de rapazes portugueses de nome “Men-Eater” a tocar. Quem estivesse fora do recinto, conseguiria ouvir os grunhos do vocalista. Não achei mau, mas sinceramente, não era o estilo de música que me atraísse muito, no momento em que assisti ao concerto deles, que não muito tempo durou, boa sorte para eles.
De seguida, vieram os More than a Thousand, também portugueses. Nunca tinha ouvido falar neles, mas acho que foram razoáveis em palco. Souberam interagir bem com o público, e das três bandas menos sonantes do dia, não hesito em dizer que foram os melhores. Especialmente com a prestação que se seguiu.
Os Blood Brothers, foram simplesmente a pior banda do dia. Simplesmente péssimos, e acima de tudo, mal enquadrados no dia de metal. Os principais eram dois homens (um deles com um aspecto bastante duvidos) que se limitavam a berrar um conjunto de palavras numa língua que ninguém percebia o que era. Bem, a prestação foi tão boa que chegaram a levar com pedras, e não faltaram manguitos do pessoal que estava a assistir.
Depois da triste actuação dos Blood Brothers, vieram os Mastodon, a primeira banda “a sério” do dia. Para quem dizia que eles são os novos Metallica, não podiam discordar mais. Não foi um mau concerto, mas sinceramente, não me aqueceu nem arrefeceu. Enfim, valeu por ter sido a primeira banda “a sério”.
Stone Sour foram a surpresa do dia. Para mim, que não os conhecia. Só tinha ouvido falar neles. Souberam interagir bem com o público, e gostei muito do estilo e da música deles. Escusado será dizer, que foram de longe, o segundo melhor concerto da noite, a seguir aos Metallica, claro.
A noite caiu, e chegou a vez de Joe Satriani. Ao contrário de toda a gente, eu não achei grande piada a este concerto. Para falar verdade, achei uma autêntica SECA. E olhem que foram duas horas. Duas horas a ouvir a aquele suposto “génio”, ou “melhor guitarrista do mundo” como diziam alguns dos que estavam ao pé de mim. Basicamente, o concerto foi o homem a fazer show-off, subindo e descendo escalas o concerto todo, usando o wah de vez em quando. Não me interpretem mal, existem carradas de guitarristas que eu gostava de ver ao vivo (Buckethead, Pat Metheny, Bumblefoot, e mesmo o Steve Vai) agora não achei grande graça ao concerto de Satriani.
Depois de duas horas de seca (pelo menos para mim) ainda esperámos um bom bocado pelos Metallica. E acreditem, valeu bem a pena esperar. Que grande concerto foi. A brutal voz do James Hetfield, o Lars Ulrich a tocar bateria de pé, o público a cantar Creeping Death, a música de abertura do concerto, do álbum Ride The Lightning (1984). A setlist do concerto foi simplesmente perfeita. Não se pode dizer que tenha havido “uma música que não tocaram” porque os clássicos estavam todos lá. Tirando “The memory remains” (do álbum Reload), a banda não passou dos temas de Black Álbum (cronologicamente). E fez muito bem. Desde Kill’ Em All (o primeiro álbum da banda) até ao “Álbum Negro”, passando por “Creeping Death e “Fade to Black” (Ride The Lightning), havendo espaço para fogo de artifício em “One” e em “Enter Sandman”, e para “And Justice for all”, que não era tocada ao vivo há uns bons ano.
Foi um grande concerto, com um ambiente espectacular. Música preferida: Sem qualquer dúvida, a Orion “partiu a loiça toda”. Talvez mesmo por ser a minha música preferida dos Metallica. “Enter Sandman”, “Master of Puppets” foram outras das grandes músicas tocadas por esta grande banda. Em 2008…Que venha o álbum!
Concluo assim este post (um pouco mais curto do que o habitual), dizendo que foi uma experiência bastante positiva. Apesar de apenas duas das 7 bandas me terem realmente interessado, só mesmo pelo concerto dos Metallica, valeram os 40 euros do billhete. Definitivamente, foi um dos melhores dias deste Verão.
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2 comentários:
tocas guitarra aza delta? =O qual?
ja agora, escreves bem pa, porque nao vais para o galaxia musica?
Já lá estive, mas aqui vou postando quando me dá na gana, sem pressões de nada.
Obrigado pelo convite, na mesma.
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